Draft Brasil entrevista Guilherme Filipin, jogador do Londrina e titular do Jogo das Estrelas da NBB

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Publicado em: 20/02/2010

Às vésperas do NBB, nosso editor Guilherme falou com seu xará, Filipin, sobre NBB, sua carreira e tudo mais.

Veja abaixo como foi o bate-papo:

1 – Pra começar, queria que você contasse um pouco de como vão as coisas aí em Londrina. A gente sabe as dificuldades que vocês tiveram em alguns momentos… As coisas estão melhores, no aspecto financeiro?
R: Bom, aqui as coisas ainda continuam meio conturbadas. A diretoria promete sanar todas as dividas até o final do campeonato e nós jogadores estamos acreditando nisso. Todos nós jogadores estamos sentindo muitas dificuldades financeiras. Para muitos jogadores do time a única fonte de renda é o basquete e como todos sabemos é difícil motivar um grupo com esses problemas. Por isso falo que independente dos próximos resultados esse nosso time está de parabéns por tudo que tem feito pelo basquete de Londrina. Se vai ser reconhecido ou não ninguém sabe, mas nós jogadores sabemos que um pode contar com o outro, porque sabe que seu companheiro está dando o máximo.

2 – A gente sabe que você teve a formação ligada ao Pinheiros. Você acha que foi mal aproveitado no time adulto de lá?
R: O Pinheiros foi e sempre será meu time do coração. Eu cresci lá e tenho até hoje muito amigos que lá conheci, com certeza tenho muito mais lembranças boas do que ruins. Tenho muita ligação com aquele clube, tenho um carinho e um amor muito grande pelo clube, pelos funcionários e pelos amigos que lá conheci. Com relação a essa última passagem, é dificil eu chegar aqui e falar um monte de coisa. Na minha opinião, com certeza acho que tinha condições de jogar mais e poder ajudar mais a equipe. Mas cada treinador tem o seu sistema de jogo, as vezes o meu estilo de jogo não estava se encaixando naquele momento e eu acabei não tendo muito espaço. Mas o que me deixa tranquilo é que sempre me coloquei a disposição do time e sempre com muita vontade. Saí de lá com a cabeça erguida, sem brigar com ninguém e da mesma maneira que sempre respeitei muito todos lá, esse mesmo respeito eles tiveram por mim.

3 – Ser cestinha do NBB é uma meta? Quando foi que o Ênio definiu que você seria a principal arma ofensiva?
R: Acho que é sempre bom ser o cestinha de uma competição, mas as vezes não gosto muito não. Tenho medo das pessoas pensarem que só estou preocupado em fazer pontos do que ganhar jogos. As pessoas que já trabalharam comigo e trabalham hoje sabem que corro muito atrás de estar nessa condição e que sempre busco melhorar, quero sempre que as coisas aconteçam naturalmente. Com relação ao Ênio, apenas com trabalho conquistei essa minha condição ofensiva. Ele sempre busca me dar muita confiança e isso gera mais responsabilidade. Tanto eu como o Fernando Mineiro sabemos que sempre precisamos estar bem para ajudar o time ao máximo.

4 – Eu vi o Londrina jogando ainda antes do NBB, em Maringá, e vocês venceram um jogo bem difícil, em um jogo com bastante erros. Era começo de trabalho, mas eu pelo menos não vislumbrava muita evolução. E hoje, se o time não tá na ponta do NBB, conseguiu resultados importantes e tem feito um papel bastante digno. Qual foi a chave pra uma evolução tão significativa em um espaço de tempo tão curto?
R: Eu lembro muito bem desse jogo (risos). É, quem viu aquele jogo e assiste agora com certeza vê bastante diferença. Eu volto a falar em trabalho, ali nós estávamos a apenas duas semanas treinando. Depois de lá mudamos vários jogadores e aos poucos o Ênio foi aproveitando o máximo de cada jogador, explorando o seu melhor e com isso o time foi tomando uma cara. Mas o mais importante é que nosso time sabe de suas limitações e sempre procura fazer o que foi treinado e planejado. Acho que é isso que nos está levando a jogar de igual com todos os times.

5 – Conta um pouco da sua trajetória. Você começou onde, passou por onde?
R
: Como ja disse comecei no Pinheiros, joguei 8 anos lá, até virar profissional. Depois fui jogar em Campos-RJ onde fiquei quase dois anos (2003-2004). Quando acabou o time de Campos joguei a liga de 2005 por Londrina e no mesmo ano joguei o Paulista por Rio Claro. Em 2006 joguei a liga em Bauru e o Paulista por Sorocaba . Em 2007 joguei o Milênio por Santos, 2007-2008 joguei pelo Paulistano, 2008-2009 voltei a jogar pelo Pinheiros e 2009-2010 estou em Londrina.

6 – O time de Londrina tem apenas 5 vitórias, mas várias das derrotas foram decididas em momentos finais, últimos quartos. O que você acha que falta para nos momentos decisivos a equipe ter sucesso?

R: É, com certeza tivemos derrotas que até agora não consegui digeri-las, poderíamos estar bem melhor na tabela se não fosse esses pontinhos perdidos. O nosso time acaba perdendo um pouco na maturidade, na ansiedade de ganhar logo o jogo e as vezes até um pouco no físico, já que a rotatividade do nosso time é bem menor do que a dos demais. Mas se o time tiver um trabalho a longo prazo e mantiver o mesmo elenco com uma ou outra peça de reposição nós ainda temos muito a crescer, por se tratar de um time jovem e com muita vontade de crescer no meio do basquete. E essa maturidade acaba se ganhando com o tempo e com rodagem os jogos, mas creio que ainda nesse campeonato vamos melhorar um pouco.

7 – Na sua opinião, quem é o melhor defensor do NBB? E a equipe que melhor defende?
R:
Acho que não tenho um só definido (risos). Na minha opinião, no momento os melhores são o Alex de Bauru e o Alex de Brasilia, que são dois jogadores de um físico invejável. E a equipe que melhor defende na minha opinião é Joinville.

8 – E em relação às visitas que Londrina fez, qual território tem a torcida que mais intimida?
R: Acho que de todos os jogos que fizemos até agora fora de casa não tivemos nenhuma torcida muito grande não, acho que o pior está por vim agora no segundo turno (risos). E com certeza a torcida que mais intimida é a de Londrina.

9 – Londrina, por anos, teve a fama de ser um lugar com grande torcida, apaixonada e bastante difícil de ser batido em seu próprio território. Como tem sido a torcida nesta temporada de recomeço?
R:
A torcida aqui tem sido dez com os jogadores. Estão do nosso lado, reconhecendo nosso trabalho e enchendo sempre o Moringão. Com certeza todos os times que vieram jogar aqui sentiram isso. Aqui é um polo do basquete e nunca mais pode acabar. A cidade é apaixonada por basquete e todos gostam do esporte, tanto que aqui temos um time de handebol campeão Panamericano, várias vezes campeão brasileiro e o Moringão não enche, mas os nossos jogos estão sempre cheios. Você anda na rua e todo mundo te trata bem, pergunta sobre a equipe. Espero que aqui continue por muitos anos porque essa cidade merece.

10 – E por fim, quais os projetos para essa temporada? Playoffs, título, cestinha do NBB? E para o ano que vem, tem algo já em mente?
R:
Para essa temporada o nosso objetivo são os playoffs. Sabemos que se entrarmos nos playoffs podemos surpreender. Com relação ao título, sabemos que já se torna um pouco mais difícil. E ser o cestinha quero que venha naturalmete, se não for o cestinha, quero estar entre os melhores. Para o ano que vem não tenho pensado em nada ainda não, gostaríamos que a situação financeira da equipe melhore, que possam investir nos jogadores daqui para que possamos mater a base da equipe. E com certeza fazer um campeonato muito melhor que este. E o negócio é treinar muito e meter bola (risos). Abraços!

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